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Papel da TI na governança das empresas.

O objetivo desse blog será o de discutir TI e Gestão, dessa forma nossa primeira publicação será no sentido de discutir esse tema que embora pareça claro desperte o desespero de diversos gestores de TI.

No livro governança de TI de Peter Weill, ele classifica a Tecnologia da Informação como um dos principais ativos da empresa junto a outros velhos conhecidos nossos como Recursos Humanos, Financeiros, Clientes, Fornecedores, etc. Há uma percepção de que a T.I. hoje se enquadra como um dos pilares de sustentação da empresa, podendo diversas vezes ser a diferença entre o sucesso e o absoluto fracasso. Assim como os outros ativos a discussão em cima da tentativa de comprovar a importância da TI nas empresas é desnecessária, e talvez possamos colocar em pauta em um segundo momento, quem sabe uma discussão sobre o tema nos ajude a criar um padrão de introdução para ser usada em projetos.

Mas se o valor da TI é percebido, atestado e reconhecido por 10 em 10 CEO’s de todas as grandes empresas e 8 em 10 donos de pequenas e médias empresas, quais os obstáculos que fazem com que a sua gestão se torne tão complexa? Quais os principais obstáculos ao seu sucesso e qual a melhor forma de contorna-los e a partir daí à posicionar de forma alinhada com a estratégia organizacional e que, de fato, ajude a alcançarmos os objetivos da empresa? De certo esse caminho se inicia na percepção do papel da T.I. na organização. Chegamos assim ao foco desse artigo.

Antes de tudo temos que colocar aqui uma comparação, assim como na publicidade e propaganda o valor agregado da TI não é absolutamente claro, e de difícil mensuração. Claro que existem áreas onde essa afirmação é inverídica, como por exemplo em e-comércios, nos bancos ou em orgão responsáveis pela arrecadação de impostos por exemplo onde a falta de disponibilidade do serviço implica em prejuízos significativos para a empresa, nesses casos a TI proporciona a oportunidade do negocio, é ela o ambiente responsável pela venda, ou pelo registro da transação. Um exemplo claro é no caso de um orgão governamental uma parada no sistema ou de um determinado servidor deixa de computar os impostos oriundos de operações feitos através de TEF (aquelas máquinas de cartão de crédito).

Como disse antes, embora existam exceções na grande maioria dos casos, as empresas não dependem da TI para sua atividade fim, nesse caso temos que aprender com nossos amigos publicitários a vender os benefícios da TI, aqueles todos que já sabemos e posteriormente iremos discutir. Nesse processo de venda está intrinsecamente ligado a percepção dos benefícios reais que nosso cliente irá usufruir temos que demonstrar o valor agregado pela TI, os índices financeiros e quais os diferenciais competitivos serão gerados a partir daquela inovação, tendo em vista que o foco da Tecnologia é a informação.

Como o objetivo deste post é de certa forma didatica podemos citar aqui a definição de técnologia, transcrita em vários dicionários com vários significados como conhecimento, teremos assim conhecimento da informação.

É ai que mora o rato, e nesse ponto que passamos a ver o contraste entre expectativas do cliente e demonstração de resultado, o valor da TI, na governança, não está necessariamente na utilização da ferramenta como instrumento de geração de lucros, posso estar me excedendo na idéia mas o valor da TI não é exatamente o que o empresário acredita que seja, nossa missão não é produzir novas formas de ganhar dinheiro (até é mas esse é assunto para um outro post) mas sim fornecer ferramentas de controle de informação.

Se aliado ao controle da informação conseguirmos prestar serviços que promovam diferencias competitivos, como certidões on-line, exames on-line, etc. Ótimo, mas esse não é a principio o foco da ação, ou, se esse for o foco o controle da informação é algo que logo vai ser percebido como vital.

Para que a idéia fique mais clara, vamos aplicar a uma outra realidade, em um hospital por exemplo, ninguém compra serviço pela internet, o cliente não espera usar um computador no hospital nem está a procura de alguma informação que dependa exclusivamente de uma variável de informações tão grande que o médico precise pesquisar ou consultar (ao menos imediatamente e para a maioria dos casos) então como defender os investimentos em TI nesse negócio? Será que a TI não serve para ele?

Claro que serve, assim como em qualquer empresa, o hospital tem que controlar suas informações, tanto administrativas (área meio) como assistenciais (área fim), e desse controle será possível, ou não, minimizar prejuízos com desvios, extravios e falta de controle. O registro das informações reflete na gestão da empresa como uma mudança de paradigma, onde paramos de administrar a empresa olhando através do retrovisor para uma gestão que olhe para a frente, e acompanhe o presente da empresa.

Embora, os investimentos em informação sejam altos, são necessários, e a utilização da tecnologia reforça e otimiza os processos internos da organização, contribuindo para o registro e o controle das falhas evitando ré-trabalho e a execução de tarefas que não estejam alinhadas com as necessidades reais da empresa. Qual o valor do ré-trabalho? Quanto se perde por perda, roubo ou extravio? Quanto se investe em funcionários que estão executando tarefas em desacordo com as necessidades da empresa? Quanto se perde em decisões tomadas de forma equivocada devido a falta de informações ou indicadores?

Essas respostas devem ser mensuradas e comparadas com o custo da TI, tendo em vista que a informação reduz significativamente a ocorrência dessas variáveis e alavanca o desenvolvimento da empresa a partir do momento que todos os esforços são direcionados para o objetivo estratégico da empresa.

A conclusão desse artigo é que a TI serve as empresas como um novo paradigma, que permite um novo modelo de gestão baseados em indicadores que antes eram impossíveis de ser obtidos, indicadores não meramente econômicos, mas profissionais, de recursos humanos, de relacionamento com fornecedores, etc. Formando um círculo que envolve toda a corporação e que protege a empresa de desvios, impulsionando-a para o caminho certo.

Tiago Nunes de Oliveira

05/07/2010

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  1. Alan Barreto Silva
    julho 7, 2010 às 6:40 pm

    Caro Tiago, muito bom seu artigo, na verdade as pessoas e quando me refiro as pessoas, incluo as empresas também, ainda estão tentando entender os processos, o que está dificultando é uma certa preguiça de se fazer um exercício mental além da velocidade com que as coisas estão acontecendo.

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    • novembro 12, 2010 às 2:51 am

      As vezes (sempre) tenho a impressão de que alguns gestores não sabem ao certo qual o papel que a TI desempenha na organização deles, que não percebem que o significado da palavra técnologia é conhecimento e que a TI trata de informação não necessáriamente apenas de computadores, servidores e redes que são ferramentas para tratar e tornar a informação utilizavel.

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  2. Josemar NAscimento
    julho 12, 2010 às 10:16 am

    Existem princípios básicos que regem as atividades vinculadas à montagem de um Sistema de Informação e a documentação que o acompanha. Estas exigências têm sofrido grandes transformações genéricas, ou seja, alterações conceituais, assim como mudanças substanciais na abordagem e na forma de serem aplicadas. No mundo de hoje é fundamental a cooperação entre as novas formas de documentos digitais e os sistemas de informação existentes, o que viabiliza o alcance rápido dos dados disponibilizados pelas diferentes fontes. Os sistemas têm que se entender entre si, não só ao nível do conhecimento humano senão também no marco da inteligência eletrônica e digital. A era da informação possibilita o acesso a um volume gigantesco de dados, mas isto não garante a transformação automática de dados em informação e conseqüentemente desta para a compreensão e aprendizado

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  3. Morgana
    setembro 22, 2010 às 10:11 am

    Tiago, legal o que escreveu, aguardo por mais posts!

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    • novembro 12, 2010 às 2:53 am

      Brigadão, ja escrevi outros. Aguardo mais comentários, brigadão pela força e pela presença :D

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